segunda-feira, 7 de julho de 2014

PECADO VENIAL , ,GRAVE E MORTAL E CAPITAL.

Pecado Venial , Grave e MortalPDFImprimirE-mail

Escrito por Prof Everton N Jobim   
O pecado é a ação livre e consciente do homem através da qual ele transgride as leis divinas. Trata-se , portanto , de um ato de desrespeito à misericórdia e à justiça infinitas de Deus , que nos deu a lei e a graça de Cristo , para que vivêssemos apartados do pecado e encontrássemos definitivamente a salvação e a vida eterna.
 


O pecado é um ato de desordem contra a organização natural do mundo e contra a nossa ordem interna , enquanto ser que possui uma dimensão material e espiritual , hierarquizada. O pecado quebra a hierarquia do espiritual sobre o físico , da razão sobre os sentidos , de bem sobre o mal. As consequências nefastas do pecado voltam-se , inicialmente , contra a própria pessoa e logo em seguida contra o próximo. O pecado é um ato de desamor do homem em relação a Deus e também em relação à própria pessoa e aos demais membros da comunidade. Por mais que o autor de um ato pecaminoso possa pensar estar agindo a seu favor.

O pecado entrou no mundo pela ação do homem primevo que desejou ir além dos limites impostos por Deus e assim apartou-se da graça , da paz e da justiça divinas , sendo expulso do estado de perfeição em que vivia , arcando com as consequências de seu ato de desamor por Aquele que nos deu a vida e a santidade , para a glória eterna junto a Ele. O homem , então , ficou sujeito ao erro , ao pecado , ao sofrimento e à morte . Somente a graça de Cristo poderia reparar essa afronta tremenda do homem a Deus e assim devolver a graça perdida às almas daquelas pessoas que livremente acolhem a mensagem redentora.
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Classificações do Pecado
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1 - Pecados veniais são pecados 'leves' ou perdoáveis pela via extra-sacramental , através da realização de obras penitentes. A Igreja , não obstante , recomenda vivamente a confissão dos pecados veniais.

São pequenas faltas morais , como , por exemplo , omitir algum fato , negligenciar quanto à obrigação como cristão no âmbito dos deveres impostos pela lei canônica , dizer alguma mentira sem maior importância e etc.

O pecado venial acumulado em nossas almas não pode se transformar em pecado mortal , porque o pecado mortal está associado a atos específicos. Um ato pecaminoso em termos veniais , não pode se tornar pecado mortal por acumulação. O pecado venial não agride a substância da lei divina e não apaga a graça em nossa alma. De todo modo , também é uma forma de afastamento do amor e da misericórdia de Deus que deve ser evitada. Principalmente porque , uma vez , acumulado , o pecado venial , nos predispõem ao pecado mortal e debilita a caridade em nossa alma .
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2 - O Pecado Mortal é aquela falta moral que sempre elimina a graça divina da nossa alma , rompendo a amizade do homem com Deus.

Cometemos pecados sempre quando agimos livre e conscientemente -- ações adotadas por constrangimento externo insuperável ou por ignorância , não constituem pecado , não implicam em culpa pessoal ao autor da referida ação pecaminosa. O único pecado herdado é o pecado original que é transmitido por geração sem responsabilidade pessoal do homem.

Existe gravidade diferenciada no âmbito dos pecados considerados de caráter mortal. Pecados mortais são , por exemplo , pecar contra os Dez Mandamentos e pecar contra o Espírito Santo.
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-- Os DEZ MANDAMENTOS proclamam :

1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

2. NÃO PRONUNCIAR O NOME DO SENHOR, TEU DEUS, EM VÃO

3. LEMBRAR DO DIA DO SENHOR PARA SANTIFICÁ-LO

4. HONRA PAI E MÃE

5. NÃO MATAR

6. NÃO COMETER ADULTÉRIO

7. NÃO ROUBAR

8. NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO

9. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO

10. NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS
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A DOUTRINA DOS DEZ MANDAMENTOS

Amar a Deus sobre todas as coisa é a nossa primeira exigência religiosa . Quem não crê em Deus e não o adora nada poderá encontrar de Deus ; está procurando a condenação eterna. Com um mínimo de fé tudo é possível , sem fé nada é possível.

Por isso , não devemos blasfemar , não devemos usar o nome de Deus para ações não espirituais ou não éticas . Só devemos evocar o testemunho e a proteção divina para ações éticas e para a verdade.

Devemos cultuar a Deus publicamente e em um dia da semana obrigatoriamente - o dia do Senhor.

Devemos honrar nossos pais que nos deram a vida natural e a moral cristã , através da educação. Devemos ser dignos deles e prosseguir a sua obra.

Não matar é zelar pela vida daquele semelhante que foi feito com a dignidade de um filho de Deus , como uma imagem e semelhança , do Pai. Somente Deus tem o controle sobre a vida e a morte.

Respeitar a mulher é um compromisso de fidelidade matrimonial e espiritual , pois os homens e as mulheres unem-se em matrimônio por ordem divina.

Não mentir é uma obrigação nossa , pois o pai da mentira é satanás e Deus deseja sempre a verdade e a conduta ética de Seus filhos.

Não roubar é um dever moral , porque o próximo tem direito natural à propriedade para a sua subsistência , e também por vontade divina , expressamente manifestada nas Tábuas da Lei . Roubar é um ato imoral.
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OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

O pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição da graça de Deus ; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação , ao convite e à advertência do Espírito Santo (Mc 3.29; Hb 10.8).

O Papa São Pio X - pontificado de 1903 a 1914 - em seu Catecismo Maior , ensinou que são seis os pecados contra o Espírito Santo:

1º - Desesperar da salvação -- quando a pessoa perde as esperanças na salvação , achando que sua vida já está perdida e que ela se encontra condenada antes mesmo do Juízo . Julga que a misericórdia divina é pequena. Não crê no poder e na justiça de Deus.

2º - Presunção de salvação , ou seja , a pessoa cultiva em sua alma uma idéia de perfeição que implica num sentimento de orgulho . Ela se considera salva , pelo que já fez . Somente Deus sabe se aquilo que fizemos merece o prêmio da salvação ou não. A nossa salvação pode ser perdida , até o último momento da nossa vida , e Deus é o nosso Juíz Eterno . Devemos crer na misericórdia divina , mas não podemos usurpar o atributo divino inalienável do Juízo.

O simples fato de já se considerar eleito é uma atitude que indica a debilidade da virtude da humildade diante de Deus. Devemos ter a convicção moral de que estamos certos em nossas ações , mas não podemos dizer que aos olhos de Deus já estamos definitivamente salvos.

Os calvinistas , por exemplo , afirmam a eleição definitiva do fiel , por decreto eterno e imutável de Deus.

A Igreja Católica ensina que , normalmente , os homens nada sabem sobre o seu destino , exceto se houver uma revelação privada , aceita pelo sagrado magistério. Por essa razão , os homens não podem se considerar salvos antes do Juízo.

3º - Negar a verdade conhecida como tal pelo magistério da Santa Igreja , ou seja , quando a pessoa não aceita as verdades de fé , mesmo após exaustiva explicação doutrinária. É o caso dos hereges.

Considera o seu entendimento pessoal superior ao da Igreja e ao ensinamento do Espírito Santo que auxilia o sagrado magistério.

4º - Inveja da graça que Deus dá aos outros . A inveja é um sentimento que consiste em irritar-se porque o outro conseguiu algo de bom . Mesmo que você possua aquilo ou possa ganhar um dia. É o ato de não querer o bem do semelhante . Se eu invejo a graça que Deus dá a alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o juíz do mundo. Estou me voltando contra a vontade divina imposta no governo do mundo. Estou me voltando contra a Lei do Amor ao próximo. Não devemos invejar um bem conquistado por alguém. Se este bem é fruto de trabalho honrado e perseverante , é vontade de Deus que a pessoa desfrute daquela graça.

5º - A obstinação no pecado é a vontade firme de permanecer no erro mesmo após a ação de convencimento do Espírito Santo . É não aceitar a ética cristã . Você cria o seu critério de julgamento ético. Ou simplesmente não adota ética nenhuma e assim se aparta da vontade de Deus e rejeita a Salvação.

6º - A Impenitência final é o resultado de toda uma vida de rejeição a Deus : o indivíduo persiste no erro até o final , recusando arrepender-se e penitenciar-se , recusa a salvação até o fim . Consagra-se ao Adversário de Cristo . Nem mesmo na hora da morte tenta se aproximar do Pai , manifestando humildade e compaixão. Não se abre ao convite do Espírito Santo definitivamente.
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Os pecados contra o Espírito Santo estão interligados. Dessa forma , negar verdades doutrinárias da Igreja e obstinar-se no erro são ações complementares . Negar uma verdade factual ou uma verdade moral da Igreja implica igualmente numa ação condenável em termos éticos e na perda da graça . Mesmo que possamos identificar uma diferença entre um herege que negue a existência da verdade moral afirmada pela Igreja e o pecador que não ignora a vigência da lei e a sua fundamentação doutrinária , mas , mesmo assim , age contrariamente a ela.

A presunção da salvação é um ato de negação de uma verdade da Igreja . Qual seja ? A possibilidade da perda da salvação até o último minuto da vida . O mesmo vale para quem já se considera condenado , negando a verdade da misericórdia infinita de Deus , tal como ensinada aos homens , o mesmo vale para a impenitência final e para quem inveja uma graça concedida por Deus aos demais membros da Igreja e assim não pratica a caridade.
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OS PECADOS QUE CLAMAM AO CÉU são :

Não pagar o justo salário do seu empregado , oprimir viúva , velho e órfão e praticar atos contrários à natureza como homossexualismo , zoofilia e etc. Não pagar o justo salário é se apropriar do bem alheio. Oprimir viúva e velho é sumamente grave porque além do fato da opressão em geral ser pecado , oprimir pessoas frágeis é um ato de extrema covardia e finalmente praticar atos contrários à natureza é voltar-se contra a vontade expressa por Deus para a realidade criada.

Somente é possível reparar o pecado mortal com a confissão e a penitência sacramental. Quem morre em estado de pecado mortal cumprirá pena eterna no inferno. E quem está em pecado mortal não pode se aproximar da sagrada comunhão durante a santa missa para não profanar as espécies sagradas.

UNICISMO / TRINDADE

UNICISMO

Prof. João Flavio Martinez
UNICISMO
Prof. João Flavio Martinez
Dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.
Há muitos cristãos evangélicos que consideram o movimento Pentecostal Unicista (também conhecido como "Só Jesus") como um movimento cristão evangélico. A realidade é que este movimento está muito longe de ser considerado como cristão; está mais para uma seita. Uma das definições teológicas de seita é: Qualquer grupo que se desvia das doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a divindade de Jesus Cristo e a salvação pela graça, através da fé em Jesus Cristo somente.
Os maiores grupos os mais conhecidos que compõem o movimento Pentecostal Unicista são: 
· Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus 
· Igreja Pentecostal Unida · Igreja Pentecostal da Fé Apostólica 
· Outros grupos independentes que também crêem na unicidade de Deus, como por exemplo, a Igreja Voz da Verdade, Pentecostal Unida do Brasil, Tabernáculo da Fé, Igreja de Deus do Sétimo Dia etc.
Os pentecostais unicistas negam uma doutrina fundamental do Cristianismo: a doutrina da Trindade.
Este artigo foi escrito exclusivamente para alertar ao corpo de Cristo acerca deste movimento sectário e demonstrar à luz das Escrituras como os Unicistas estão equivocados sobre a verdadeira natureza de Deus. Seguimos a orientação de Judas 3, que nos exorta a lutar ardentemente pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos.
O ARGUMENTO UNICISTA
A doutrina unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos sobre o ponto de vista que tem de Deus e Jesus Cristo. A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus em sua totalidade, sendo assim, Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.
O ARGUMENTO TRINITÁRIO
A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.
A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.
É JESUS O PAI?
Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Pai.
Isaías 9:6 – o "Pai Eterno" 
Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título "Pai eterno", refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5).
O termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.
João 10:30 – "Eu o Pai somos um" 
Se Jesus houvesse querido dizer que ele é o Pai, haveria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador. 
"Somos" (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.
João 14:8, 9 – " Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 9 Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? "
Jesus NÃO disse a Filipe que era o Pai.
Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v.6). Em João 5:43, Jesus disse: “Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse aceitareis”.
Quantas vezes temos orado: "Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim". Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida. Por isso Jesus disse a Felipe: "O que me viu, viu ao Pai", porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus NÃO estava dizendo que ele era o Pai.QUE DIZ A BÍBLIA ACERCA DE JESUS E O PAI?
Jesus é referido como "Filho" mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de "Pai".
Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele.
Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.
Nos Evangelhos, Jesus nunca referiu-se a si mesmo como sendo ele seu próprio "Filho", do mesmo modo que ele se referia ao Pai como "meu Pai" (João 20:17).
No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:
Romanos 15:5-6 — “Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. 6 Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. 
2ª Coríntios 1:3 — “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;” 
Filipenses 2:10-11 — “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” 
1ª João 1:3b — " nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. ". 
1ª João 2:1 — " Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. ". 
2ª João 3 — “Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor. ".
No Evangelho de João, Jesus refere-se a si mesmo como enviado pelo Pai, mas nunca referiu-se a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho.
O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho. 
1ª João 4:9-10,14 — " Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 10 Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. 14 E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”
É JESUS O ESPÍRITO SANTO?
Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Espírito Santo. 
2ª Coríntios 3:17 — "Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade".
O texto não diz que "Jesus é o Espírito". Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra "Senhor" se refere a Jesus Cristo.
O "Espírito" aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Javé (Jeová) ou Deus, e NÃO com Jesus, já que o versículo 16 diz: "Mas quando alguém se converte ao Senhor, então véu se tirará". Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: "Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Javé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado".
O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra "Senhor" é usada. No versículo 17 a palavra "Senhor" está referindo-se a Javé e não a Jesus, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra.
Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar "Senhor" como "Jesus", como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: " E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.". Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Jesus...". Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é Deus. Porém, não Deus, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito "para a glória de Deus Pai".
Romanos 8:9 — " Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.".
Este versículo NÃO mostra que Jesus é o Espírito Santo. A única coisa que está dizendo é que se alguém não tem o Espírito que produz fé em Cristo e demonstra o caráter de Cristo ou seja "o Espírito de Cristo", ele não é parte do corpo daquele que morreu por nossos pecados. Ele é todavia controlado pela "natureza pecaminosa".
O versículo 11 faz distinção bem clara entre o Pai que levantou a Jesus dos mortos, o Espírito pelo qual Jesus foi levantado e Jesus, quem foi levantado. Não se pode ignorar a distinção de pessoas apresentada neste versículo.QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO?
Mateus 12:31-32 — O texto fala da blasfêmia contra o Espírito Santo. A conclusão lógica que é extraída deste texto é que se a blasfêmia contra o Espírito Santo não vai ser perdoada, mas a blasfêmia contra o Filho vai ser perdoada, então o Filho NÃO é o Espírito Santo. 
João 14:16 — O Espírito Santo é o "outro Consolador". 
João 15:26 — Jesus enviou o Espírito Santo. 
João 16:13-14 — O Espírito Santo demonstra humildade e busca glorificar a Jesus.
Depois de termos visto que Jesus não é o Pai nem tampouco o Espírito Santo, podemos nos dar conta de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de Deus.
Se Jesus não é o Pai, mas é Deus, e o Pai não é Jesus e é Deus, e o Espírito Santo não é Jesus e é Deus e a Bíblia diz que somente há um Deus, então isto significa que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único Deus.
Uma coisa é dizer "Eu não entende a doutrina da Trindade" e outra coisa é dizer que "a doutrina da Trindade é falsa", "pagã", "diabólica", "antibíblica". A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai. " (1ª João 2:22-23).
Centro Apologético cristão de Pesquisas.
Obs: Os versículos foram mudados para a Bíblia (ACF) 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

MARXISMO CULTURAL É PARADOXO - CUIDADO COM QUEM EVOCA ESTE TERMO



Marxismo cultural é um paradoxo - cuidado com quem evoca este termo
por , sexta-feira, 4 de julho de 2014



MarxbyLevKerbel.jpgNa década de 1960, os marxistas da URSS tratavam o movimento conhecido como 'marxismo cultural' com o mesmo grau de ceticismo que os cristãos seguidores da Bíblia tratam o modernismo teológico.  Em outras palavras, eles negavam veementemente que aquilo representasse o verdadeiro marxismo.
Quando você abandona os princípios fundamentais de uma determinada ideologia, mas ainda tenta manter o nome dessa ideologia — porque há muitos seguidores dela —, você será tratado pelos defensores da ideologia original como um invasor.
O marxismo cultural está para o marxismo assim como o modernismo está para o cristianismo.  Qualquer indivíduo que considere que marxismo cultural é marxismo não entende nada de marxismo.  No entanto, tal postura é muito comum em círculos conservadores.  Trata-se de um grande erro estratégico porque representa, acima de tudo, um erro conceitual.
O coração, a mente e a alma do socialismo marxista ortodoxo é um só: o conceito de determinismo econômico.  Marx argumentou que o socialismo é historicamente inevitável porque haverá uma inevitável transformação do modo de produção da sociedade.  Ele argumentou que o modo de produção é a subestrutura de uma sociedade, e que a cultura geral é a superestrutura.  Segundo ele, as pessoas se apegam a uma visão específica das leis, da ética e da política de uma sociedade somente por causa de seu comprometimento a um modo específico de produção.  Se esse modo de produção for alterado, o apego das pessoas às leis, à ética e à política será alterado. 
Em 1850, o modo dominante de produção era o capitalismo.  Marx assim rotulou esse modo de produção.  O nome pegou, ainda que o marxismo original esteja culturalmente morto.
Essa posição de Marx ganhou vários defensores exatamente porque ela era puramente econômica/materialista.  Marx criou uma teoria que descartava a necessidade de qualquer explicação histórica; no fundo, era uma teoria que se baseava na ideia de que ideias não são fundamentais para a transformação da sociedade.  Marx acreditava que a arena decisiva da luta de classes é o modo de produção, e não a batalha das ideias.  Ele via as ideias como um desdobramento secundário do modo de produção.  Sua visão era essa: ideias não têm consequências significativas.  Retire esse postulado do marxismo, e o que sobra não mais será marxismo.
É por isso que sempre me espanto quando vejo analistas conservadores aceitando a ideia de marxismo cultural.  Eles recorrem aos escritos da Escola de Frankfurt para pegar notas de rodapé que dêem sustento a essa ideia.  Os analistas mais sagazes recorrem aos escritos de Antonio Gramsci feitos dentro de uma prisão na década de 1930.  Gramsci oficialmente era um comunista.  Ele era italiano.  Ele passou uma temporada na União Soviética durante a década de 1920 e voltou de lá acreditando que a tradição leninista estava incorreta.  O Ocidente havia demonstrado não ser um terreno fértil para o comunismo precisamente porque o Ocidente era cristão.  Gramsci entendeu claramente que, enquanto o cristianismo não fosse destruído e permanecesse uma tradição precípua no Ocidente, não haveria nenhuma revolução proletária aqui.  A história certamente o comprovou correto.  A revolução proletária jamais veio.
Gramsci argumentou, e a Escola de Frankfurt seguiu seu caminho, que a maneira de os marxistas transformarem o Ocidente era por meio da revolução cultural: daí surgiu a ideia do relativismo cultural.  Esse argumento está correto, mas o argumento não era e nem nunca foi marxista.  O argumento era hegeliano.  Tal argumentou virava o marxismo do avesso, assim como Marx havia virado do avesso as ideias de Hegel.  Em seus primórdios, toda a ideia do marxismo era baseada na rejeição do lado espiritual do hegelianismo.  O marxismo original estabelecia que o modo de produção deveria ser o núcleo da análise da cultura capitalista.
Em 1968, no auge do movimento contra-cultural, escrevi um livro sobre Marx intitulado Marx e sua religião de revolução.  Já era claro para mim, em 1968, que o marxismo era uma religião de revolução, uma visão que remetia aos festivais de Cronos, na Grécia antiga.  O marxismo não era uma análise científica da sociedade, e nem de sua economia.  Para escrever esse livro, não perdi tempo com o marxismo cultural.  No entanto, teria sido muito mais fácil mostrar o lado religioso do marxismo recorrendo aos marxistas culturais.  Eles claramente haviam entendido que, na cultura ocidental — a qual é um desdobramento do cristianismo —, todas as questões culturais envolviam religião.  Mas isso acabaria com o propósito do meu livro.  Meu objetivo era mostrar que o marxismo original era em si uma religião própria.  Invocar o marxismo cultural iria desviar o foco dos leitores.  Marxistas culturais teriam sido alvos mais fáceis, mas discuti-los enfraqueceria o argumento do meu livro.
Os marxistas culturais dividiram o campo marxista.  Seus ataques à cultura podem ser interpretados como uma tática, mas eram mais do que uma tática: eram uma estratégia.  Eram uma estratégia baseada no abandono do marxismo original.
Podemos discutir essa cisão no marxismo em termos de uma família específica.  O mais proeminente defensor intelectual do stalinismo nos EUA durante as décadas de 1940 e 1950 era Herbert Aptheker.  Sua filha Bettina era uma das líderes do Movimento da Liberdade de Expressão, o qual havia começado no segundo semestre de 1964 na Universidade da Califórnia, Berkeley.  Ela se tornou bem mais famosa que seu pai stalinista.  Foi aquele evento no campus que lançou a rebelião estudantil e o movimento contra-cultural.  Mas o próprio termo "contra-cultura" é um indicativo do fato de que tal conceito nunca foi marxista.  Era sim uma tentativa de derrubar a cultura dominante, mas Marx jamais teria perdido tempo com tal conceito.  Marx não era um hegeliano.  Ele era um marxista.
Bettina e seu pai romperam relações em 1968, quando a URSS invadiu a Tchecoslováquia.  Bettina foi contra a invasão.  O Partido Comunista dos EUA, onde seu pai era uma figura proeminente, foi a favor e defendeu a URSS.
Anos depois, Bettina revelou que seu pai havia lhe abusado sexualmente dos 3 aos 13 anos de idade.  No fundo, na visão de mundo de seu pai, ele estava apenas conduzindo sua própria agenda gramsciana; ele estava atacando a cultura ocidental desde dentro de sua própria casa.  Mas isso não afetou seu marxismo ortodoxo.  Afetou o de sua filha.
Bettina Aptheker é hoje professora da Universidade da Califórnia, e leciona estudos culturais: feminismo.  O movimento que ela lançou em Berkeley morreu no início da década de 1970.  Ela ainda é uma crítica fervorosa do capitalismo, mas suas críticas não se baseiam nos escritos de Karl Marx.  A contra-cultura também não baseou em Marx.
A contra-cultura
Sejamos claros e diretos: Marx estava errado e Gramsci estava certo.  O marxismo ortodoxo não foi a causa primária da contra-cultura.  A contra-cultura era um movimento progressista que visava a atacar as bases fundamentais da cultura ocidental.  Já o marxismo estava comprometido em alterar o modo de produção.  Com efeito, ele também queria alterar a cultura, mas queria fazer isso por meio de alterações profundas nos modos de produção. 
Eis o problema: os conservadores de hoje levam excessivamente a sério as declarações dos marxistas culturais da Escola de Frankfurt, que na realidade não eram marxistas.  Eles eram basicamente progressistas e socialistas. Mais ainda: eles facilmente teriam sido alvos de Marx em 1850.  Marx passou a maior parte de sua carreira atacando pessoas assim, e praticamente não gastou tempo nenhum atacando Adam Smith ou os economistas clássicos.  Ele jamais respondeu aos economistas neoclássicos e aos economistas da Escola Austríaca que surgiram no início dos anos 1870.  Marx teve muito tempo para responder a essas pessoas, mas ele nunca o fez.  Ele passou a maior parte de sua vida atacando indivíduos que hoje seriam rotulados de marxistas culturais.  Marx os considerava inimigos infiltrados no campo socialista.  Marx os atacava porque eles, quando atacavam o capitalismo, não fundamentavam seus ataques utilizando a teoria do socialismo científico de Marx, a qual era toda baseada no modo de produção.
Na década de 1920, Gramsci havia entendido claramente que, se ele permanecesse da União Soviética, ele acabaria sendo mandado a um campo de concentração.  Ele poderia até ser executado.  Ele havia percebido que Stalin provavelmente teria mandado matá-lo.  Portanto, ele voltou para a Itália sabendo perfeitamente bem que também acabaria sendo enviado a um campo de concentração italiano, o que de fato ocorreu.  Mas os fascistas o deixavam ler e o deixavam escrever.  Ao permitir isso, eles solaparam o comunismo marxista.
É difícil rastrear a influência histórica da Escola de Frankfurt.  Sair de uma ínfima seita e alcançar toda a cultura geral é algo que requer um estudo de causalidade complexa.  O movimento básico rumo ao relativismo cultural começou no final dos anos 1880, e os principais marcos disso foram o modernismo teológico e o movimento progressista.  A psicologia freudiana já fazia parte disso em 1925.  Freud fornecia a justificativa para o relativismo; a Escola de Frankfurt só veio depois.  Só que o modernismo teológico ganhou muito mais adeptos do que a Escola de Frankfurt jamais sonhou ganhar.
A contra-cultura que começou após o assassinato de Kennedy era muito mais um produto dos Rolling Stones do que da Escola de Frankfurt.  O sexo, drogas e rock 'n roll em meadas da década de 1960 substituiu o sexo, cerveja e rock 'n roll do final da década de 1950.  Era uma mistura mais poderosa.  Não tente rastrear a contra-cultura à Escola de Frankfurt.  É melhor rastreá-la à Primeira Guerra Mundial, que arrancou pela raiz as instituições do Ocidente.  O que ocorria nos bancos traseiros dos automóveis após 1918 tinha mais a ver com a contra-cultura do que com os escritos da Escola de Frankfurt.
Conclusão
O Ocidente jamais chegou perto de uma revolução proletária.  No entanto, quando o Ocidente decidiu que "não roubarás" deveria ser reescrito como "não roubarás, exceto por votação majoritária", a visão de mundo keynesiana havia nascido.  Essa visão é dominante hoje.
O marxismo está morto.  O marxismo cultural também.  Estamos na época do keynesianismo social-democrata.
Para vencer essa batalha é necessário persuadir as pessoas de que "não roubarás" significa exatamente isso: é imoral roubar, com ou sem voto majoritário.
E isso não tem nada a ver com o modo de produção.