domingo, 23 de agosto de 2020

O PERDÃO, BRASAS VIVAS SOBRE A CABAÇA

          “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça” (Romanos 12:20)

          “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber. Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor to retribuirá” (Provérbios 25:21,22)

                     “Em Romanos 12:19-21, Paulo desaconselha as represálias humanas: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor. Antes, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Paulo insta com seus leitores a que pratiquem a bondade e deixem a vingança com Deus. O amontoar brasas sobre a cabeça do inimigo é tirado de Provérbios 25:21-22. Nos tempos antigos os defensores de uma cidade murada derramavam brasas vivas sobre a cabeça dos seus inimigos que, durante o sítio, subiam as escadas. O provérbio citado por Paulo sugere que a melhor vingança que se pode tomar contra os inimigos é “matá-los de bondade[1]

Este conceito, original de provérbios (Provérbios 25:21,22), foi usado pelo apóstolo Paulo mais de mil anos depois (Romanos 12:20), e, ao contrário do que muitos pensam, ele não tem nada a ver com brasas na cabeça de quem faz o bem (significando até mesmo avivamento, como alguns dizem), e sim sobre a cabeça daquele que RECEBE o bem.

Esta passagem não traz nenhuma ligação com avivamento ou renovo espiritual, mas sim com vencer o mal com o bem (Provérbios 25:15).

“Havia um ritual egípcio, de expiação de culpa, segundo o culpado se obrigava a caminhar pela cidade com uma bacia de carvões em brasa sobre a cabeça. Sendo assim, essa metáfora, especialmente na época de Salomão, podia ser compreendida perfeitamente: A bondade pode fazer o papel das brasas vivas na consciência de uma pessoa culpada, fazendo que ela se dobre a verdade e abrace a sensatez (Ex 23:4,5;; 2 Rs 6:21-23; 2 Cr 28:15; Pv 20:22)”[2]

Amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça” – “O sentido dessa frase não está totalmente claro. Pode se referir à provisão de brasas (usadas para cozinhar e aquecer) para aqueles que delas carecem e, nesse caso serviria como um exemplo de como se vencer “o mal com o bem” (v. 21). Pode ser uma declaração de que a consciência do inimigo arderá e, talvez o levará a mudar ou a cessar seu procedimento vil.

Amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça” – “Refere-se a um costume antigo dos egípcios no qual uma pessoa que quisesse demonstrar arrependimento carregava uma panela de brasas vivas sobre a cabeça. As brasas simbolizavam a dor ardente de sua vergonha culpa. Quando os cristãos ajudam seus inimigos com amabilidade, esse procedimento causa vergonha para essas pessoas pelo seu ódio e animosidade”[3]

Jesus nos orienta a não somente amar os nossos inimigos, mas também a orar por eles (Mateus 5:44). O testemunho carrega em si um poder muito forte de convencimento, aliás, uma fé sem obras é morta (Tiago 2:17). Quando fazemos o bem a um inimigo, o fazemos repensar sobre os seus próprios feitos, inclusive sobre o mal que tem praticado contra nós, é neste sentido que as “brasas vivas” se acumularão sobre a cabeça dele. A boa ação para com o inimigo poderá fazer com que este venha a refletir sobre as suas obras, podendo se arrepender de suas maldades, aplacando a sua ira e até mesmo ser alcançado pelo amor de Cristo, vindo a abraçar a fé através do bom testemunho de um cristão verdadeiro. “A resposta branda” (ações brandas e de amor também) “desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Provérbios 15:1)

“Brasa viva: É uma expressão proverbial que significa “manter viva “(por meio das boas ações que você faz ao seu inimigo) “a lembrança do erro que ele cometeu contra você” (que deve doer nele como se brasas vivas estivessem amontoadas sobre sua cabeça), “para que ele se arrependa o mais rápido possível”. Os árabes denominam coisas que causam fortes dores mentais como ‘brasas queimando na cabeça’ e de ‘fogo no fígado’”[4]

“Paulo rejeitou a vingança como uma reação cristã à injustiça […] ‘brasas de fogo’ sugerem um efeito positivo: envergonhar o inimigo e leva-lo ao arrependimento”[5]

“Fico muito decepcionado quando encontro pessoas que “rasgam” trechos da Bíblia como se não estivessem ali. Este é um dos trechos que as pessoas costumam deixar pra lá, porque não querem dar-se ao tremendo esforço de agir “ilogicamente”, amando e perdoando inimigos, pois isso é doloroso para o seu ego. Preferem vingar-se e com isso desagradam a Deus, pois estão pecando. Os desafios encontrados na palavra de Deus a nós não nos dão o direito de taxá-los de impossíveis e de abandoná-los como se não existissem”[6].

https://meditaes.wordpress.com/2018/12/07/brasas-vivas-sobre-a-cabeca/#:~:text=Este%20conceito%2C%20original%20de%20prov%C3%A9rbios,sobre%20a%20cabe%C3%A7a%20daquele%20que


domingo, 19 de julho de 2020

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terça-feira, 16 de junho de 2020

Ataques do PT ao Supremo foram esquecidos

STF E A CRITICAS DA ESQUERDA

https://youtu.be/7dF2zDehgxw

segunda-feira, 11 de maio de 2020

SOCIALISMO NA BÍBLIA ? MITOS E VERDADES.

SOCIALISMO NA BÍBLIA ? MITOS E VERDADES.
Fico impressionado como tantos cristãos embarcam na visão político-econômica socialista. Não me espanta que ela leve de roldão grande parte da “intelectualidade” do mundo ocidental, bem como aquelas cabeças não pensantes, que seguem a opinião majoritária por pura necessidade de aceitação comunitária. Afinal, o socialismo é uma visão bem humanista. Nada que nos surpreenda que ele seja abraçado por aqueles que não gostam da realidade do Deus verdadeiro, revelado nas Escrituras, com seus princípios de justiça e demandas de soberania plena. O que me assusta é o contorcionismo teológico e exegético feito por alguns para achar na Bíblia justificativa para sua crença socialista (ou, quiçá, marxista), ignorando as evidências contrárias e os princípios que contradizem essa corrente de pensar.
Nesse sentido, recebi há um tempo uma carta dizendo que temos o registro bíblico de que as terras alocadas ao Povo de Israel, quando este adentrou a palestina, foram repartidas igualmente. Todos teriam recebido porções semelhantes. Isso seria uma prova do ideário socialista nas Escrituras. Acontece que a afirmação simplesmente não corresponde à realidade.
As tribos se posicionaram em locais diferentes de acordo com a circunstância da conquista e conforme as alianças (algumas espúrias) que foram fazendo. Umas terras eram mais férteis do que outras; umas mais planas e aráveis do que as da tribo vizinha; e assim por diante. As determinações iniciais para a repartição colocaram aquele povo em movimento, mas depois ele foi seguindo o curso da história, com as desigualdades características de qualquer sociedade ou sistema, com o pecado presente no coração das pessoas – se bem que sempre sendo confrontado com a Lei de Deus. Essa lei visava punir o faltoso, proteger o inocente, preservar certos direitos individuais, de propriedade e impedir que os carentes fossem abandonados na sua fraqueza.
Assim, na teocracia estabelecida à nação de Israel o código civil e penal foi colocado para garantir as liberdades individuais e para lidar com as manifestações do pecado. Nunca houve a visão ingênua de que a “terra prometida” era um lugar sem pecado e sem a necessidade de controles. Um desses controles, admitimos, era a proibição de grandes latifúndios, com a reversão de transações comerciais processadas ao longo dos anos, à tribo e aos proprietários originais.
Esse dispositivo, de limitação latifundiária, é um sistema interessante e, como todo o resto da legislação civil e judicial de Israel, de extremo valor didático para nós, mas não tem caráter normativo. Deveríamos pensar como tais salvaguardas poderiam ser implantadas em nossa sociedade, estudando cuidadosamente o contexto de suas circunstâncias, pois emanaram de um Deus que é todo sabedoria. Mas enquanto procuramos abstrair o princípio, não há determinação de aplicabilidade idêntica ou in totum à nossa sociedade. Não devemos esquecer, também, que o direito de propriedade privada é plenamente assegurado não apenas na legislação civil e judicial do estado judaico vetero-testamentário, mas na própria lei moral, com o oitavo mandamento (“não furtarás”), repetidamente reafirmado em todo o restante da Bíblia, inclusive no Novo Testamento.
Não existe, portanto, nada que se situe mais longe do sistema teocrático de Israel do que o socialismo, comunismo ou marxismo. Querer ler isso nos registros históricos do Povo de Deus, é caminhar em terreno pantanoso que tragará a argumentação e o seu defensor – se praticar coerentemente o que prega.
Reconhecendo isso, alguns proponentes mais insistentes passam a defender que a visão socialista é algo típico do Novo Testamento, apelando ao registro de Atos 2.42-47 – à comunidade de bens. Mas a exegese correta do relato, à luz do contexto textual e histórico, não fornece qualquer base para um modelo comunista de governo aplicável às nações da terra. Primeiro, temos aqui um registro histórico-descritivo de um micro-cosmo social existente entre cristãos, não uma definição prescritiva aos governos e governantes (um texto prescritivo é, por exemplo, a passagem claramente anti-socialista de 2 Ts 3.10 – “se alguém não quer trabalhar, também não coma”). Segundo, temos um contexto histórico no qual a igreja se encontrava acuada e sob perseguição, na perene tentativa satânica de destruição dela. Terceiro, temos o caráter voluntário da iniciativa da comunhão dos bens, e não estatalmente determinativo; isso é substanciado, em adição, pelo próprio Pedro nas palavras proferidas a Ananias e Safira.
Precisamos, como cristãos, reconhecer que essa moda de subscrição à cartilha socialista, que perdura há várias décadas, é carente de sustentação teológica e capenga em uma premissa que é totalmente anti-bíblica: a bondade natural do homem.
Qualquer sistema de governo, seja qual for o seu rótulo, que reconheça certas bênçãos advindas da graça comum divina – como o direito à liberdade, à iniciativa individual, à propriedade privada – e que tenha em sua estrutura salvaguardas e controles que lidem com o pecado e a violência, tem mais possibilidades de refletir princípios de justiça divina e prover com que as riquezas do país sejam revertidas em benefício dos cidadãos que o compõem, diminuindo assim a perspectiva de fome, carências e violências.
O governo eficaz respeita a propriedade, controla e pune malfeitores (não o empreendedor e o cidadão ordeiro comum); essa é a função primordial dele, conforme Rm 13. Depois disso, ele reconhece e galardoa os cidadãos de bem, principalmente certificando-se não de que todos sejam iguais, mas de que todos possuam iguais oportunidades de desenvolverem suas individualidades e talentos específicos.
[se o tema interessa, veja também "Fome, capitalismo e a necessidade de precisão na análise", postagem de 22.12.2005]