quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

SALVO TEOLOGIZANDO

TEOLOGIZANDO
O termo SALVO salvo é usado teologicamente para se referir à REGENERAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO. Porém a Bíblia usa a palavra salvação em um sentido espiritual também.
Quando Deus deseja resgatar, tratar e restaurá-las pessoas do pecado.


Então Salvação na Bíblia, tem sentidos passado, presente e futuro. Um crente foi salvo da culpa do pecado (na justificação, por exemplo), está sendo salvo do poder do pecado (santificação), e será salvo do julgamento e da presença do pecado (glorificação). AMÉM

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

COMUNISMO CRISTÃO PODE ???

Pr. Ariovaldo Ramos distorce as Escrituras em favor de um regime político que desde as suas origens sempre lhe foi avesso. É abominável a conduta de um pastor de distorcer as Escrituras a favor de uma ideologia política perniciosa e não compreender uma distinção fundamental nas injunções que nos são feitas pelos profetas e por Cristo em relação ao cuidado com o pobre.


Não nos resta dúvida de que Deus tem um cuidado especial para com o pobre (Tg 2.5) e que exige de nós esse mesmo cuidado (Mt 25, At 2.42-47, Gl 2.10). Todavia, sempre que as Escrituras nos exortam a cuidar dos necessitados, elas o fazem direcionando tais injunções aos indivíduos crentes atribuindo a nós - eu e você - o dever de levar as cargas uns dos outros, tomando nossa cruz, abrindo mão de nossos desejos materiais em prol daqueles que não tem o mínimo de condição de vida.

Esse é o padrão das Escrituras. Não se vê nelas em momento algum essa obrigação sendo imposta a instituições mediadoras como o Estado. É por isso que passagens paradigmáticas como Atos 2:42-47 estão longe de sugerir qualquer forma de socialismo-comunismo na Igreja Primitiva.

O regime socialista do qual Ariovaldo Ramos é entusiasta nada tem a ver com o cuidado que a Bíblia nos exorta a ter com os pobres. O socialismo é um regime político necessariamente autoritário que por COERÇÃO usurpa os recursos que NÓS produzimos para supostamente redistribuir de forma mais justa. Nisso já se percebe como o socialismo nada tem a ver com cristianismo.
(1) O cristianismo fala de liberdade (Gl 5.1), o socialismo fala de coerção;
(2) o cristianismo exige responsabilidade do indivíduo crente, o socialismo transfere tal responsabilidade ao Estado;
(3) o socialismo, ao assim fazê-lo, é oligárquico por colocar enorme quantidade de poder nas mãos de um partido; o cristianismo fala que o ser humano é corrompido e, portanto, a concentração de poder leva ao seu abuso inevitável.

 É por isso que em Atos 5, quando Ananias e Safira mentem ao Espírito Santo, os apóstolos deixam claro que eles não tinham qualquer obrigação de vender seus bens e, se o vendessem, não tinham qualquer obrigação de repartir o produto da venda. Isso é completamente contrário ao que propõe o socialismo.

Que preocupação cristã com os pobres é essa, senhor Ariovaldo, que faz você elogiar a postura do Lula em seu suposto cuidado com os pobres quando tudo que ele fez foi usurpar dinheiro de gente como eu que tem de fazer contas para chegar ao fim do mês para com o MEU dinheiro bancar de Pai dos Pobres e colher os louros de tamanha "virtude" quando esse senhor ganha R$ 80.000 para dar uma única palestra sem que doe um centavo do seu próprio bolso para os pobres?

Que virtude é essa que faz Dilma Rousseff gastar R$ 324 mil do nosso dinheiro em hotel de luxo para levar a mais cara comitiva do mundo para a posse do Papa Francisco?

Que virtude é essa que empresta dinheiro do nosso bolso via BNDES para fazer empresários como Eike Batista enriquecerem?

Que virtude é essa que perdoa dívidas milionárias de ditadores africanos conosco?

Que virtude é essa que torna o filho do Presidente Lula de administrador de zoológico a milionário em poucos anos?

Diga-nos, Senhor Ariovaldo, onde está a justiça cristã de fazer caridade com o dinheiro alheio quando se vive uma vida de luxo e ostentação?

Diga-nos, Senhor Ariovaldo, como podem os amigos seus e do PT - Evo Morales, Hugo Chávez, Nicolas Maduro, Fidel Castro, Ahmadinejad, Lula, Dilma Rousseff, Che Guevara et caterva - viveram vidas nababescas enquanto posam de legítimos defensores dos pobres usurpando os MEUS parcos recursos?

Esse não é o caminho proposto por Aquele que é o paradigma exegético das Escrituras: Cristo.

Não se vê um Cristo cuja principal preocupação é com reformas sociais. Não se vê um Cristo endossando o discurso público contra as injustiças sociais. Vê-se um Cristo que fala ao indivíduo e exige dele especificamente um olhar altruísta. E esse cuidado – que fique claro - deve ser feito de modo que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita (Mt 6.3). Não é preciso dizer que o alarde das virtudes e das preocupações sociais promovido pelo socialismo não só não é a única maneira de o cristão se envolver socialmente, como, ao que parece, é contrário àquilo que prescreve Cristo.

Eles batem no peito e agradecem a Deus por não serem como nós, reles pecadores despreocupados com os pobres, os desfavorecidos, os marginalizados; nós, que não temos consciência política e social. Nós alienados pelos valores da classe-média.

Perdoa-me, Senhor, pois sou um mero pecador... 
Título e Texto: Vitor Grando, 9-10-2014

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

UNÇÃO

HÁ UMA NOVA UNÇÃO?
“O Espirito Santo não unge pessoas. Ele habita pessoas. Quem unge é o Pai, o Deus Eterno. Em Isaías 61 o Pai ungiu o Filho (Messias), que é Cristo (Ungido) Jesus (Salvação). Nós estamos debaixo da unção de Cristo Jesus. O Ungido é Cristo. Nós falamos e oramos e agimos no poder e no nome de Jesus. Simples assim.”
-- Joel Wilkerson Antonior, teóilogo capixaba, 08jan2014

sábado, 9 de setembro de 2017

A LETRA MATA??

Lei (letra) mata! Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, Pois porém o espirito vivifica é Cristo o novo pacto .
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Este texto não fala ou sugere que é perigoso ou inútil estudar ou ser um estudioso das Escrituras Sagradas ou de outras ciências. Mas do endurecimentos do intendimento da REVELAÇÃO QUE É CRISTO, pois para eles o véu ainda é o mesmo . A LETRA A (LEI) . JESUS É O ESPIRITO QUE VIVIFICA , A NOVA ALIANÇA (PACTO) É A GLORIA DA JUSTIÇA . E não ministério de condenação a lei (LETRA)

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 Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu.
17 Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.
18 Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.

Ceia do Senhor

Jesus lhes disse: Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos.
54 Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no úl
timo dia.
55 Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.
56 Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
57 Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa.
58 Este é o pão que desceu dos céus. Os antepassados de vocês comeram o maná e morreram, mas aquele que se alimenta deste pão viverá para sempre. (João cap 6) 
e, tendo dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim".
Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim" . -A ceia do Senhor é um memorial e uma ordenança do Senhor. Ao celebrarmos a ceia do Senhor, estamos lembrando do seu Amor e da sua Morte Vicária, de cristo Jesus na cruz do calvário. É a sua nova aliança através do seu sangue derramado . 
E Ao mesmo tempo é para nós renovarmos o nosso amor a nossa fé e a nossa fidelidade ao nosso Senhor ,Em cristo Jesus. Em COMUNHÃO com os irmãos (as) e com a igreja unida em espirito no amor e no servir uns ou outros em Amor , esperança e na fé . E nos reconhecermos como falhos e pecadores, e ser purificados do pecado . Temos que admitirmos que somos pecadores .
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r quando ao texto a PALAVRA "indignamente" (Nao se trada da pessoa indignidade ou da dignidade da pessoa) (digno É O CRISTO JESUS) . INDIGNIDADE SE REFERE A PRATICA OU MODO DA CELEBRAÇÃO . Não dar devido falor ao ATO A CERIMONIA, brincar com o rito
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Joel ilkerson Antonior 1* Cor. Cap 11

sexta-feira, 2 de junho de 2017

PAULO FREIRE

te exílio na Suíça: influência duradoura na educação brasileira Reprodução / Acervo Paulo Freire
Durante décadas, Paulo Freire foi a referência incontestável da educação brasileira. Ainda hoje, ele não tem concorrentes em número de citações nas faculdades de Pedagogia. Mas, se merece crédito por ter chamado atenção para o problema do analfabetismo no país, Freire adotou um viés ideológico que já era problemático nos anos 1960 e não pode ser tomado como referência em 2017. 
Veja cinco ideias indefensáveis que Paulo Freire apoia em seu principal livro, Pedagogia do Oprimido:

1) O mundo se divide entre opressores e oprimidos
Freire defende uma pedagogia “que faça da opressão e de suas causas objeto da reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu engajamento necessário na luta por sua libertação”. 
Ao adaptar a noção da constante luta de classes de Karl Marx, o pedagogo usa um esquema binário: os estudantes não teriam opção senão buscar sua liberdade diante dos opressores. A noção freiriana de libertação é pouco detalhada pelo autor, mas um detalhe da obra traz uma boa pista do que ele tinha em mente: a descrição apaixonada que ele faz do regime de Cuba – o próximo item da lista. 

2) Che Guevara é um exemplo de amor
Quando Pedagogia do Oprimido foi escrito, os fuzilamentos sumários feitos em Cuba já eram notórios. O próprio Che Guevara havia admitido a prática do alto da tribuna das Nações Unidas. No entanto, Freire enxergava apenas qualidades no guerrilheiro convertido em ditador.
"O que não expressou Guevara, talvez por sua humildade, é que foram exatamente esta humildade e a sua capacidade de amar que possibilitaram a sua ‘comunhão’ com o povo. (...). Este homem excepcional revelava uma profunda capacidade de amar e comunicar-se", escreveu.

3) A educação deve estar a serviço da revolução
"O sentido pedagógico, dialógico, da revolução, que a faz 'revolução cultural' também, tem de acompanhá-la em todas as suas fases", propôs Freire.
A implicação é que o ensino deve estar a serviço da ideologia. A ideia de Paulo Freire abre as portas para a pregação política em sala de aula, com as vítimas de sempre: os alunos. 
 4) A família é opressora
Em Pedagogia do Oprimido não há qualquer menção ao papel da família na educação. O ensino é visto como uma tarefa do professor, subentendido o protagonismo do Estado nessa função. A lógica de Paulo Freire é esta: como a sociedade é opressora, a família reproduz os mecanismos opressores dentro de casa. 
"As relações pais-filhos, nos lares, refletem, de modo geral, as condições objetivo-culturais da totalidade de que participam. E, se estas são condições autoritárias, rígidas, dominadoras, penetram nos lares que incrementam o clima da opressão", diz um trecho do livro.
5) É preciso combater a “invasão cultural”
A educação, por definição, depende da transmissão de conhecimentos e valores acumulados ao logo da história. No Brasil, essa história vem sobretudo das grandes tradições da filosofia grega, do direito romano, da matriz cristã. Interpretar o ensino dessa tradição como uma “imposição de valores” a ser combatida significa isolar os alunos do contexto histórico do país onde vivem. 
Freire quer os estudantes protegidos da “invasão”: "Neste sentido, a invasão cultural, indiscutivelmente alienante, realizada maciamente ou não, é sempre uma violência ao ser da cultura invadida, que perde sua originalidade ou se vê ameaçado de perdê-la", prega.
Entre os herdeiros ideológicos de Paulo Freire estão as correntes que defendem uma versão do Português sem erros nem acertos – o que, no fim das contas, prejudica a inserção de jovens carentes no mercado de trabalho. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE???

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"
Um interessante estudo de Dennis Downing que reforça o estudo da lição deste domingo na Escola Dominical.
Um estudo exegético de Filipenses 4:13
Por Dennis Downing
Será que o Cristão pode fazer de tudo? Será que temos, por meio de Cristo, poder para realizar qualquer feito? O que é que Paulo quis dizer com esta declaração ousada?
O contexto imediato
Esta passagem tem sido entendida por muitos Cristãos como uma afirmação geral de que realmente “tudo” podemos fazer. Como sempre é necessário observar o contexto da passagem. O contexto imediato (Fil 4:10-20) indica que Paulo está tratando de necessidades pessoais. Podemos ver isso quando ele usa frases e termos como “pobreza” (v. 11) “fartura e fome”; “abundância e escassez” (v. 12); “dar e receber” (v. 15) e “necessidades” (vv. 16 e 19). Todas estas palavras e frases tratam de necessidades físicas e imediatas como comida e moradia. Ele pessoalmente passou por necessidades nestas áreas e está mostrando como Cristo lhe deu força para enfrentá-las.
Paulo poderia, de repente, sair deste contexto para formalizar uma afirmação sobre todas as necessidades em geral. Ou, como alguns entendem pela frase isolada, ele poderia dizer que, por meio de Cristo, consegue realizar de tudo. No entanto, para fazer isso, seria esperado que Paulo desse algum sinal de tal mudança. A ausência de uma sinalização não impede de forma categórica esta possibilidade. Mas, sendo que o contexto imediato é satisfatório, e que não há evidência clara dele ter intencionado uma afirmação mais geral, devemos concluir que o ponto dele neste versículo é de que, dentro das necessidades pessoais (embora estas necessidades sejam enormes), com Cristo, ele terá tudo que precisa para lidar com elas.
Como Paulo usava “tudo”
Ajuda-nos a entender que Paulo, como autores e oradores modernos, às vezes usava o adjetivo “tudo” (gr. panta de pas) para se referir à maior parte ou à maioria de uma categoria, sem necessariamente se referir a algo em sua totalidade. [1]
Podemos ver este tipo de uso em passagens como 1 Cor. 9:22 “...Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.” Paulo não quis dizer que havia se tornado absolutamente tudo para com toda a humanidade. O ponto dele foi de que ele se esforçou, negando seus próprios interesses e tendências, para influenciar todos aqueles com quem ele teve contato e oportunidade.
De forma parecida, em Colossenses 1:28 Paulo afirmou “o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”. Aqui Paulo não quis dizer que ensinava literalmente todos os homens existentes, nem que aquilo que ele ensinava fosse toda a sabedoria existente. O ponto dele, novamente, se restringia àqueles dentro do seu raio de alcance e à sabedoria necessária e suficiente para a plena vida em Cristo.
Da mesma forma, em Fil 2:21, ao dizer “pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus.” Paulo não estava se referindo à totalidade da raça humana, nem a todos da cidade de Roma, onde ele se encontrava (Fil 1:13). Ele estava se referindo a muitos outros que não se preocupavam com seus interesses da forma como Timóteo havia feito. Mas, presumimos que Paulo contaria entre aqueles em quem confiava pessoas como Epafrodito (4:18) e os da casa de César (4:22). Portanto, ele não estava relegando nem a raça como um todo, nem toda a população de Roma ao grupo dos que “buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus.” Ele quis dizer que muitos eram assim, porém Timóteo era diferente.
De igual modo, ao dizer em Fil 4:13 “Tudo posso naquele que me fortalece”, Paulo não quis dizer “tudo” num sentido absoluto. O que ele quis dizer era que, de todas as coisas que havia passado que necessitavam de poder para enfrentar, como pobreza, fome, escassez e necessidades, Cristo supria toda esta força que ele precisava. É neste sentido que Paulo escreveu “Tudo posso naquele que me fortalece”. Pelo que já havia passado, Paulo tinha confiança, e quis passar esta mesma confiança aos Cristãos em Filipos, de que Cristo havia de suprir toda a força que eles precisavam, seja qual fosse a situação. É por isso que ele encoraja os Cristãos em Filipos com as palavras “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (4:19).
O foco da passagem
Embora muitas traduções modernas como a NVI, ARA e BJ traduzam o verso praticamente igual como “tudo posso naquele que me fortalece”, aqui a NTLH traz uma tradução bastante interessante “Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação”. Esta tradução é salutar, pois coloca a ênfase em Cristo e demonstra que o objetivo não é as conquistas do homem e sim sua capacitação para, com Cristo, enfrentar as situações, tão adversas quanto forem, que a vida traz.
É um eqúivoco pensar que o ponto de Paulo é que, com Cristo, ele pode alcancar grandes realizações ou conquistas. Paulo, embora falando das coisas que fazia por conta própria, já descartou a imporância das grandes realizações pessoais. Em 3:4-8 Paulo relembrou suas grandes conquistas em nome do zelo religioso. Daí, ele mostrou como o simples conhecer e comunhão com Cristo eram muito superior a todas as suas conquistas (3:8,10). Dificilmente Paulo agora estaria chamando a atenção dos Cristãos em Filipos para a idéia de realizar grandes coisas, mesmo com Cristo. O ponto de Paulo é de assegurar estes irmãos de que, na abundância ou na adversidade, Cristo os faria fortes o suficiente para lidar com qualquer situação, permanecendo fiéis a Ele.
Perigo de interpretação
Existe pelo menos um perigo de uma interpretação demasiadamente genérica deste versículo. Crentes podem ficar frustrados ou duvidando das promessas de Deus se tentarem coisas que consideram dentro da vontade de Deus, mas falharem. “Cristãos frequentemente anunciam, ‘Tudo posso naquele que me fortalece’, para assegurar a outros (e a eles mesmos) que podem ser bem sucedidos em empreendimentos para os quais eles podem ou não ser qualificados. Fracasso subsequente os deixa transtornados com Deus como se ele tivesse quebrado uma promessa!” [2]
Se “tudo posso naquele que me fortalece” significa que posso realizar qualquer obra ou feito, desde que seja algo que Deus teoricamente ia querer, então haverá muita frustração, pois nem sempre Deus de fato faz tudo que pode. Deus podia ter evitado que Cristo morresse na cruz (Mat 26:53). Certamente Ele não queria que Cristo tivesse que morrer na cruz. Mas, por causa do grande amor dEle por nós (outro aspecto da sua soberana vontade), Ele permitiu. Se nem Deus sempre faz tudo que pode e tudo que quer, podemos concluir que nem tampouco o homem fará, ou que Deus o fará por meio dele.
A Paulo, um homem de fé sincera e poderosa, foi negado algo bom e desejável que pediu ao Senhor – uma cura. Em 2 Coríntios 12:8-9 vimos que, apesar de toda sua fé e amor ao Senhor, Paulo não recebeu o que queria. Tudo posso naquele que me fortalece? Sim, se for da vontade de Deus.
Paulo tinha o dom de curar e curou muitas pessoas, chegando a curar todos numa ilha inteira (Atos 28:7-9). Mas, houve ocasião em que Paulo não pôde curar um discípulo próximo a ele, Trófimo (2 Tim 4:20). Tudo posso naquele que me fortalece? Sim, dentro dos limites que Deus estabelece e permite. Haverá ocasiões em que vamos querer fazer coisas boas, até coisas para Deus, mas não conseguiremos, porque não era a vontade de Deus naquele momento, ou naquela situação, ou com aquela pessoa.
A respeito desta passagem D.A. Carson alerta: - Uma antiga preferência é Filipenses 4.13: "... tudo posso naquele que me fortalece". O "tudo" não pode ser completamente ilimitado (e. g., saltar sobre a lua, resolver "de cabeça" complexas equações matemáticas ou transformar areia em ouro); portanto, a passagem geralmente é exposta como um texto que promete aos crentes a força de Cristo em tudo o que eles têm a fazer ou em tudo o que Deus lhes ordena que façam. Sem dúvida, este é um conceito bíblico; contudo, no que se refere a esse versículo, dá-se pouca atenção ao contexto. O "tudo" aqui consiste em viver alegre em meio a fartura ou fome, em abundância ou escassez (Fp 4.10-12). Seja qual for sua situação, Paulo pode lutar com alegria por meio de Cristo, que o fortalece. [3]
Concluímos que o ponto de Paulo em Filipenses 4:13 quanto àquilo que ele pode fazer se refere à força para enfrentar situações que a vida traz a ele, especificamente no sentido de necessidades pessoais. Mas a ênfase não está nele só, e sim nAquele que lhe dá esta força – Cristo Jesus. O versículo pode ser dividido em duas partes “tudo posso” e “naquele que me fortalece”. O mundo declara com orgulho e confiança “tudo posso” e pronto. O Cristão corrige, com humildade temperada pela fé em Jesus “Sei que enfrentarei muitas dificuldades nesta vida, e que sozinho seria derrubado, mas, ‘Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação’.”
Hoje em dia os Cristãos ainda enfrentam as incertezas do desemprego, o medo da violência e da doença. É preciso assegurá-los de que, com Cristo, podemos lidar com qualquer situação, não importa quão adversa for. Podemos confiar em Deus de que Ele nos dará a força que precisamos. Basta caminharmos junto a Jesus.
E o “tudo” que podemos fazer?
Alguns ainda querem saber, "o homem pode fazer tudo o que ele precisa fazer?" Até isso, na verdade, é relativo. O homem às vezes pensa que precisa fazer algo, tenta fazer e se frustra quando não consegue. Ele declara que Deus não existe, ou reclama que Deus não ouviu suas orações. Mas, Deus muitas vezes sabe que há uma grande diferença entre o que o homem pensa que precisa e o que ele realmente precisa. Quando era jovem namorei uma moça e pensei que precisava casar com ela. Não deu certo. Acabei esperando até quase 40 anos de idade para casar. Hoje, sei que Deus me deu, graças à sua vontade que é sempre melhor, a esposa que eu realmente precisava.
Dentro da vontade soberana (e para nós muitas vezes misteriosa) de Deus, sim, diria que o homem pode fazer o que precisa. Mas, esse fazer nem sempre será o que ele quer. Prova disso é que há muita coisa que, além de poder fazer, devíamos fazer, mas nem sempre fazemos.
Talvez a grande questão não é se Deus me capacita para fazer tudo que preciso. Dentro da soberana vontade dEle, Ele sempre capacita. O problema é que eu nem sempre quero fazer tudo para o qual Ele me capacitou. Talvez para Deus parece que queremos saber se podemos fazer de tudo, quando tão pouco fazemos com o “tudo” que já podemos. Que Deus nos ajude a, como Paulo, nos contentarmos não só com aquilo que Ele nos deu, mas com aquilo que Ele nos capacitou a fazer, e esmeremo-nos ao fazê-lo.
Nota:
[1] Bullinger, E. W. (1898). Figures of speech used in the Bible (Page 615). London; New York: Eyre & Spottiswoode; E. & J. B. Young & Co.)
[2] Klein, W. W., Blomberg, C., Hubbard, R. L., & Ecklebarger, K. A. (1993). Introduction to biblical interpretation (Page 481). Dallas, Tex.: Word Pub.