sábado, 16 de junho de 2012

"Para eu te amar? O que me sugere?"



"Para eu te amar? O que me sugere?"


É... pode ser que você não esteja a altura daquilo que exige que o outro seja, para que possa aceitá-lo.


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O culto à Deus (1) Augustus Nicodemus

sexta-feira, 15 de junho de 2012



Cristofobia: Estúdio de fotografia Cristão considerado "culpado" de "discriminação" por não querer fotografar eventos homossexuais

15 de junho de 2012 | 



Um estúdio de fotografia Cristão foi determinado como culpado de discriminação por se ter recusado a fotografar uma cerimónia homossexual. A decisão contra a Elane Photography manteve a decisão dum tribunal inferior que considerou o estúdio um local de acomodação pública, semelhante a um restaurante ou loja.

O caso remota a 2008 quando a "New Mexico Human Rights Commission" decidiu que o caso violava os direitos humanos das intervenientes uma vez que discriminava contra Vanessa Willock devido à sua "orientação" sexual. A Elane Photography Studio respondeu afirmando que a decisão simplesmente reflectia as crenças morais e religiosas do proprietário.



Jordan Lorence do grupo legal Cristão Alliance Defense Fund (ADF) afirmou:

Os Cristãos, tal como todos os outros, não podem ser penalizados apenas e só por agirem de acordo com as suas crenças. O governo não pode forçar as pessoas a escolher entre a sua fé e a sua sobrevivência. Será que o governo forçaria um videofotógrafo vegetariano a criar um comercial para um novo talho local?

A ADF, que representa o estúdio, planeia recorrer da última decisão legal.

Fonte

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Isto é o que acontece quando as preferências sexuais duma pessoa são colocadas ao mesmo nível da cor da pele ou o sexo dum indivíduo. De repente, não querer tomar parte em eventos homossexuais é "discriminação", e as leis que foram criadas como forma de "impedir a discriminação" são elas mesmas usadas como arma de discriminação contra as pessoas que não querem celebrar o homossexualismo.

Outra coisa que convém ressalvar é que o estúdio não tinha problemas nenhuns com as pessoas envolvidas mas sim com as práticas associadas ao evento. Se as mesmas lésbicas viessem ao mesmo estúdio e requisitassem os seus serviços de fotografia para um evento social não relacionado com o homossexualismo (baptismos, etc), elas veriam o seu pedido satisfeito. Isto demonstra que não houve discriminação de pessoas mas sim de umcomportamento.

Pode-se supor que estas leis estão a ir demasiado longe no seu propósito, mas a verdade dos factos é que elas foram feitas precisamente para limitar a liberdade de quem não se alinha com o politicamente correcto (marxismo cultural). O Cristianismo, sendo o maior inimigo do esquerdismo, vai, assim, ser vítima de ataques discriminatórios por parte de pessoas que usam as leis contra a "discriminação" como forma de avançar a sua agenda sexual e política.



Coreia do Sul retira a teoria da Evolução dos livros didáticos

O ministério de ciência e tecnologia sul-coreano cedeu à pressão de uma organização educacional  - a Sociedade para a Revisão dos Livros Didáticos - formada por professores do ensino médio e fundamental do país e determinou que as editoras de livros didáticos aplicados na educação pública revisem os seus textos de forma a remover todas as informações sobre a Teoria da Evolução de Darwin. 

A movimentação começou no mês passado, quando uma petição para revisar textos em apostilas foi aprovada pelo Ministério da Educação do país. Muitas publicações, que mostravam exemplos da teoria sobre ancestrais de cavalos, por exemplo, foram apontadas pela Sociedade de Revisão de Apostilas, que, por sua vez, quer “apagar” esse “erro” dos textos educativos.

O conteúdo sobre a evolução dos humanos também deve ser removido – inclusive aquela famosa figura que mostra um ancestral muito parecido com um macaco se transformando em um homem, de Charles Darwin. 


Antipatia à evolução 

 Em uma pesquisa de 2009 realizada para o documentário sul-coreano A Era de Deus e Darwin , quase um terço dos entrevistados declararam não acreditar na evolução. Destes, 41% disseram que não havia provas científicas suficientes para apoiá-la, 39% disseram que contradiz suas crenças religiosas, e 17% não entendem a teoria. Estes números se aproximam aos dos Estados Unidos, onde uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisas Gallup mostrou que cerca de 40% dos americanos não acreditam que os humanos evoluíram de formas menos avançadas de vida.


As raízes da antipatia da Coreia do Sul para a evolução não são claras, parte se explica pela  presença forte do cristianismo no país, contudo é bom lembrar que se metade dos coreanos  praticam uma religião, a maioria se divide entre o cristianismo e o budismo.

Segundo a revista NATURE uma pesquisa realizada entre os professores do ensino fundamental e médio do país concluiu que a crença religiosa não foi o fator determinante da não aceitação da teoria da evolução entre este grupo. Na verdade, a pesquisa indica que mais de 40% dos professores de biologia concordaram com a afirmação proposta na investição:  "Boa parte da comunidade científica duvida da ocorrência da evolução", e a 50% discordaram da declaração:  "os seres humanos modernos são o produto de processos evolutivos".

Obviamente a retirada das teses evolucionistas está restrita somente aos livros didáticos de ensino fundamental e médio, que como no Brasil, tratam a questão como verdade absoluta. O sistema de ensino da Coréia do Sul é um dos melhores do mundo e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang lidera o ranking das melhores universidades do mundo com menos de 50 anos.



Com informações de Nature


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quarta-feira, 13 de junho de 2012

"FALLOR ERGO SUM" ERRO, LOGO, EXISTO "



Erro Logo Existo!!

12 de junho de 2012 | 




Cerca de doze séculos antes de Descartes proferir a famosa frase “Cogito, ergo sum” “penso, logo existo”, Agostinho na sua obra: A cidade de Deus, escreveu “Fallor ergo sum”, “Erro, logo existo”.Assim como Descartes, Agostinho tentou através de engenhosa argumentação buscar provas empíricas da sua própria existência.Para isso ele formulou sua tese que é basicamente igual à reflexão cartesiana: "Se eu me engano, eu sou, pois aquele que não é não pode ser enganado". Com isso atingia a certeza da própria existência. O erro, diz ele, provém dos juízos que se fazem sobre as sensações e não delas próprias. A sensação enquanto tal jamais é falsa. Falso é querer ver nela a expressão de uma verdade externa ao próprio sujeito.



O fato é que na observação do pensador cristão o erro é a revelação da própria essência do ser humano. O homem é sobretudo um ser errante e seus erros uma prova incontestável de sua existência. Sua afirmação consistia que somente uma pessoa que não existe não pode errar. Por isso, se alguém erra, não pode fazê-lo sem antes existir. Assim, os erros servem com evidencia da existência. Eu digo com certeza que, entre errar e não existir, prefiro continuar errando e existindo ou existindo e errando. E acredito que, como o erro é uma prova inconteste de nossa existência e humanidade, e que a ausência de erros é uma prerrogativa da divindade somente, e como jamais seremos divinos, posso estar errado! Mas creio que os erros nos seguirão inclusive no porvir.

O que proponho neste artigo é fazer uma valoração dos erros. Porque um é o erro do empreendedor que não faz seus cálculos corretos e acaba tendo prejuízos no aspecto financeiro, e outros são os erros da engenharia que pode culminar com o desabamento de um edifício e causar a morte de seres humanos. Diferentes dos erros que afetam a nós somente são os erros que prejudicam inclusive a terceiros. Tem desdobramentos diferentes. Não podemos comparar um erro de gramática como na ilustração acima com um erro médico que pode por em risco uma vida. Alguns erros passam incólumes enquanto outros traz conseqüências terríveis. À disciplinas que são o terreno dos erros enquanto outras não se permite o erro por menor que seja. A filosofia e a teologia por exemplo; são irmãs gêmeas na busca pelo entendimento no campo da metafísica, uma depende da outra para suas conclusões. Contudo os erros trazem diferenças importantes em seus resultados.

Segundo o filósofo Paulo Ghiraldelli, a filosofia é o lugar do erro. (...) Quando fazemos uma leitura de algumas das ciências, é bom que não façamos uma leitura errada. Quando fazemos uma leitura de algum filósofo, é bom que não acertemos sempre. Assim, o professor de qualquer ciência nos premia pelo nosso acerto. Mas uma coisa sem graça é receber um prêmio se viermos a acertar em filosofia. É claro que boa parte dos erros em filosofia nada é senão erro mesmo – tolices até. Mas, se alguém quiser ser filósofo e não exclusivamente um erudito em filosofia, deve ser capaz de bons erros. A filosofia é o terreno do erro. Um bom professor de filosofia deveria premiar seus alunos com boas notas pelo erro, não pelo acerto. O bom erro em filosofia é, não raro, melhor que o acerto mais agudo em ciências.

Segundo ele, todos os grandes filósofos só foram filósofos porque erraram. (...) Ao lerem seus antepassados, os modificaram à medida que os reapresentaram de modo errado. De certa forma, foram injustos com os filósofos anteriores. Erraram e, assim, os transformaram. Por exemplo, é difícil ler Heidegger e concordar com a leitura que ele faz de Descartes ou de Nietzsche. Você não verá Nietzsche fazendo elogios a Kant ou a schopenhauer. Quando se é um leitor rigoroso em história da filosofia, ao se deparar com a leitura que Heidegger faz dos filósofos, não há como não dizer: “está errado!”. Heidegger errou. Por isso, fez filosofia. Caso acertasse e, então, reproduzisse Descartes ou Nietzsche como eles se apresentam em um bom manual de história da filosofia. Nietzsche errou em criticar os erros de schopenhauer, que por sua vez errou em apontar erros dos outros pensadores. Na filosofia cabe o erro, então, de dupla maneira. Primeiro, cabe o erro que é levado adiante pelo candidato a bom filósofo. Os grandes filósofos são os autores desse tipo de erro. Segundo, cabe o erro que levado adiante pelo estudante, que erra exatamente onde pode errar, na filosofia

O teólogo por sua vez não tem o privilégio de poder errar, antes com o erro, é logo considerado herege e colocado a margem da própria teologia. Pode dizer então que na teologia não há espaço para o erro. O teólogo precisa levar muito a sério seu trabalho, não que o filósofo não tenha, mas é que o teólogo está envolvido num assunto no qual o destino eterno de seres humanos vai depender muito dele estar certo, sobretudo no que diz respeito aos temas cruciais da teologia cristã. Sabendo disso o teólogo precisa ser extremamente responsável ao fazer sua teologia. Evitar especulações ou idéias que possam colocar em cheque a salvação de indivíduos, e ao mesmo tempo se colocar na posição de guardião da verdade de Deus. Embora os teólogos, assim como os filósofos façam uso da mesma ferramenta em seu trabalho,isto é; o pensamento, o teólogo por sua vez deve se concentrar em saber que é imprescindível que sua teologia tenha os pés no chão. Que por ter plena consciência que é ser humano finito e pecador, portanto passível ao erro, não pode se dar ao luxo de sair numa aventura em busca de uma nova e pretensa verdade. Ele deve saber que a teologia não é extática e está sujeita a evoluções e aperfeiçoamento, entretanto em relação aquilo que representa o cerne da fé cristã, aquelas construções teológicas aceitas universalmente, e cuja negação pode influenciar na salvação do crente, tem que ser preservada. Todo aquele que se aventura no campo da teologia precisa se conscientizar que lhe é negado o direito de errar, deve, portanto, destronar da sua vida a tentação de adotar concepções de risco que não corresponde com a verdade histórica e ter uma maturidade verdadeira, construída sobre sólidos alicerces. Diferentes dos filósofos que costumam se concentrar em discursos abstratos de tópicos às vezes irrelevantes no sentido de em nada influenciar no cotidiano das pessoas, o teólogo por sua vez deve evitar os devaneios e saber que o cristianismo está fundamentado na convicção de que a verdade existe e que Deus é sua fonte e autor, e deve trabalhar incansavelmente pela fé que uma vez por todas foi confiada aos santos. (Jd 3). Cabe também neste contexto outras observações do Apóstolo Paulo que diz:

Não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o diabo. Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do diabo. (1 Tm. 3:6,7).

E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros. ( 2 Tm. 2:2)

terça-feira, 12 de junho de 2012


Carta ao Reverendo Van Diesel

[Republicação - Mais uma carta fictícia. Não existe o Reverendo Van Diesel, pelo menos não com este nome...]

Prezado Reverendo Van Diesel,

Obrigado por ter respondido minha carta. Você foi muito gentil em responder minhas perguntas e explicar os motivos pelos quais você costuma ungir com óleo os membros de sua igreja e os visitantes durante os cultos, além de ungir os objetos usados nos cultos.

Foto do armário do Rev. Van Diesel - óleo santo
importado de Israel
Eu não queria incomodá-lo com isto, mas o Severino, membro da minha igreja que participou dos seus cultos por três domingos seguidos, voltou meio perturbado com o que viu na sua igreja e me pediu respostas. Foi por isto que lhe mandei a primeira carta. Agradeço a delicadeza de ter respondido e dado as explicações para sua prática.

Sem querer abusar de sua gentileza e paciência, mas contando com o fato de que somos pastores da mesma denominação, permita-me comentar os argumentos que você citou como justificativa para a unção com óleo nos cultos.

Você escreveu, "A unção com óleo era uma prática ordenada por Deus no Antigo Testamento para a consagração de sacerdotes e dos reis, como foi o caso com Arão e seus filhos (Ex 28:41) e Davi (1Sam 16:13). Portanto, isto dá base para se ungir pessoas no culto para consagrá-las a Deus." Meu caro Van Diesel, nós aprendemos melhor do que isto no seminário presbiteriano. Você sabe muito bem que os rituais do Antigo Testamento eram simbólicos e típicos e que foram abolidos em Cristo. Além do mais, o método usado para consagrar pessoas a Deus no Novo Testamento para a realização de uma tarefa é a imposição de mãos. Os apóstolos não ungiram os diáconos quando estes foram nomeados e instalados, mas lhes impuseram as mãos (Atos 6.6). Pastores também eram consagrados pela imposição de mãos e não pela unção com óleo (1Tim 4.14). Não há um único exemplo de pessoas sendo consagradas ou ordenadas para os ofícios da Igreja cristã mediante unção com óleo. A imposição de mãos para os ofícios cristãos substituiu a unção com óleo para consagrar sacerdotes e reis.

Você disse que "Deus mandou Moisés ungir com óleo santo os objetos do templo, como a arca e demais utensílios (Ex 40.10). Da mesma forma hoje podemos ungir as coisas do templo cristão, como púlpito, instrumentos musicais e aparelhos de som para dedicá-los ao serviço de Deus. Eu e o Reverendo Mazola, meu co-pastor, fazemos isto todos os domingos antes do culto." Acho que aqui é a mesma coisa que eu disse no parágrafo anterior. A unção com óleo sagrado dos utensílios do templo fazia parte das leis cerimoniais próprias do Antigo Testamento. De acordo com a carta aos Hebreus, estes utensílios, bem como o santuário onde eles estavam, “não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma” (Hb 9.10). Além disto, o templo de Salomão já passou como tipo e figura da Igreja e dos crentes, onde agora habita o Espírito de Deus (1Co 3.16; 6.19). Não há um único exemplo, uma ordem ou orientação no Novo Testamento para que se pratique a unção de objetos para abençoá-los. Na verdade, isto é misticismo pagão, puro fetichismo, pensar que objetos absorvem bênção ou maldição.

Você também argumentou que “Jesus mandou os apóstolos ungir os doentes quando os mandou pregar o Evangelho. Eles ungiram os doentes e estes ficaram curados (Mc 6.13).” Nisto você está correto. Mas note o seguinte: (1) foi aos Doze que Jesus deu esta ordem; (2) eles ungiram somente os doentes; (3) e quando ungiam, os enfermos eram curados. Se você, Van Diesel, e seu auxiliar Mazola, curam a todos os doentes que vocês ungem nos cultos, calo-me para sempre. Mas o que ocorre? Vocês ungem todo mundo que aparece na igreja, crianças, jovens, adultos e velhos... Você fica de um lado e o Mazola do outro, e as pessoas passam no meio e são untadas com óleo na testa, gente sadia e com saúde. Se há enfermos no meio, eles não parecem ficar curados. Pelo menos o membro da minha igreja que esteve ai por três domingos seguidos não viu nenhum caso de cura. Ele me disse que você e o Mazola ungem o povo para prosperidade, bênção, proteção, libertação, etc. É bem diferente do que os apóstolos fizeram, não é mesmo?
 
Quando eu questionei a unção das partes íntimas que você faz numa reunião especial durante a semana, você replicou que “a unção com óleo sagrado e abençoado é um meio de bênção para as pessoas com problemas de esterilidade e se aplicado nas partes íntimas, torna as pessoas férteis. Já vi vários casos destes aqui na minha igreja.” Sinceramente, Van Diesel, me dê ao menos uma prova pequena de que esta prática tem qualquer fundamento bíblico! Lamento dizer isto, mas dá a impressão que você perdeu o bom senso! Eu me pergunto por que seu presbitério ainda não tomou providências quanto a estas práticas suas. Deve ser porque o presidente, Reverendo Peroba, seu amigo, faz as mesmas coisas.

Seu último argumento foi que “Tiago mandou que os doentes fossem ungidos com óleo em nome de Jesus (Tg 5.14).” Pois é, eu não teria problemas se os pastores fizessem exatamente o que Tiago está dizendo. Note nesta passagem os seguintes pontos.
  • A iniciativa é do doente: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor."
  • Ele chama “os presbíteros da igreja” e não somente o pastor.
  • O evento se dá na casa do doente e não na igreja.
  • E o foco da passagem de Tiago, é a oração da fé. É ela que levanta o doente, “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.15).
Ou seja, não tem como usar esta passagem para justificar o “culto da unção com óleo santo” que você faz todas as quintas-feiras e onde unge quem aparece. Não há confissão de pecados, não há quebrantamento, nada do que Tiago associa com esta cerimônia na casa do doente.

Quer saber, Van Diesel, eu até que não teria muitos problemas se os presbíteros fossem até a casa de um crente doente, que os convidou, e lá orassem por ele, ungindo com óleo, como figura da ação do Espírito Santo. Se tudo isto fosse feito também com um exame espiritual da vida do doente (pois às vezes Deus usa a doença para nos disciplinar), ficaria de bom tamanho. E se houvesse confissão, quebrantamento, mudança de vida, eu diria amém!

Mas até sobre esta unção familiar eu tenho dúvida, diante do uso errado que tem sido feito da unção com óleo hoje. De um lado, há a extrema unção da Igreja Católica, tida como sacramento e meio de absolvição para os que estão gravemente enfermos e se preparam para a morte. Por outro, há os abusos feitos por pastores evangélicos, como você. O crente doente que convida os presbíteros para orarem em sua casa e ungi-lo com óleo o faz por qual motivo? Ungir com óleo era comum na cultura judaica e oriental antiga. Mas entre nós...? Será que este crente pensa que a unção com óleo tem poderes miraculosos? Será que ele pensa que a oração dos presbíteros tem um poder especial para curar? Se ele passa a semana assistindo os programas das seitas neopentecostais certamente terá idéias erradas sobre unção com óleo. Numa situação destas de grande confusão, e diante do fato que a unção com óleo para enfermos é secundária diante da oração e confissão de pecados, eu recomendaria grande prudência e discernimento.

Mas, encerro por aqui. Mais uma vez, obrigado por ter respondido à minha primeira carta e peço sua paciência para comigo, na hora de ler meus contra-argumentos.

Um grande abraço,

Augustus

PS: Ah, o Reverendo Oliveira e o Presbítero Gallo, seus conhecidos, estão aqui mandando lembranças. Eles discordaram veementemente desta minha carta, mas fazer o quê...?

PS2: Desculpe ter publicado a foto que o Severino acabou tirando daquele seu armário no gabinete pastoral... ele não resistiu.